Agora já sabes as cores das luas,
dos sóis, dos mares e das pedras.
Já sabes que é infinito o horizonte,
as linhas dos versos que quero
escrever, mas que o peso que
sinto na memória impele-me em
dizer-tos. Ficas também a saber
que é intransponível a saudade,
e o resto e a inquietude de não
te ter para me poder enroscar
como o vento nas árvores.
Mas deixo-te saber tudo isto
agora, neste instante, neste minuto
e não naquela hora. Hoje,
é quando eu sei que tu também sabes.
Pergunto-me, apenas, quando é que
saberei, quando me dirás.
Se terei de esperar ou ouvir
das bocas das gaivotas e dos
indigentes. Das pedras que roçam,
dos mares que abanam, dos sóis
que por vezes perdem o brilho
porque as luas teimam em
ser mais altas. Mas estas, quando
se levantam, é quando
esqueço tudo e deleito-me
na almofada do tempo à espera
de saber sobre mais um dia.
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