Fora a cabeça que balança
No espeto, como se procurasse
Um vislumbre de loucura
Perdida nos braços de um cisne negro
Fora o tronco inerte
Colhido no seio da plumagem
Rugindo à efémera
Vontade de se exonerar
Oh, horas paranóicas
Invertidas no submerso
Feitas lume rasgado em solidão
Tragam ao corpo o mal merecido
Tragam à carne os ponteiros
Façam dos ossos egoísmo
Dêem ao cisne o ridículo
De querer estar só.
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