Segue os outros
Mexe os teus passos
Nas mais opostas direcções
E continua inerte
Junto a essa porta
De madeira envernizada com o meu suor
Ergue o teu rosto no meu corpo,
Fixa-te nos lábios,
Esses que te dispneiam
E fazem corar as maçãs do rosto.
Oh meu Adónis terreno
Frente a mim
Oh meu doce, eterno rapaz
Desassossega os traços que te amam
E te prendem nos lençóis
Faz de mim teu pertence.
Neste espaço
Ou naquela praia,
Por favor, amanhã,
Sussurra-me ao ouvido cantos de glória.
Derrete a minha carne,
A minha pele.
Pinta a parede com o meu sangue
Faz do meu dorso teu trono
Bebe nas malgas das minhas mãos
O mais doce e puro veneno.
Grita, estonteia,
Guarda-te em mim.
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